E se não houvesse online, como seria o Mundo do...

E se não houvesse online, como seria o Mundo do COVID-19?

E se não houvesse online, como seria o Mundo do COVID-19?

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E se não houvesse online, como seria o Mundo do COVID-19?

Sexta-feira, 22 de maio de 2020

 

Nunca como hoje foi tão evidente a importância da realidade virtual.

Vive-se online literalmente para tudo. Creio que ainda só não é possível gerar seres humanos online, mas não deve faltar muito.

O COVID-19 confinou as empresas a uma nova era, que passou a depender quase exclusivamente de plataformas online para reuniões, vendas, pagamentos, eventos, ações de formação, apresentações e milhares de outras formas de teletrabalho que, de repente, se tornaram fazíveis porque não há outra alternativa. Sem online estaríamos todos bloqueados em casa, à espera que o tempo passasse, ou então, não estaríamos confinados em casa, e o número de mortos subiria exponencialmente.

Mas não foi só nas empresas que o online se tornou imprescindível. Durante o confinamento a realidade virtual tornou possível o estabelecimento de relações familiares e sociais como festas de anos, jantares, encontros de amigos, cerimónias religiosas e eventos culturais, e até mesmo compras em grupo, consultas médicas, viagens, aulas de ginástica e encontros amorosos.

Podem dizer-me que tudo já existia antes. Certo, mas estava subutilizado porque as alternativas sobrepunham-se. De repente, o online ganhou uma dimensão universal que nunca tinha tido até à data.

Hoje de manhã, ao ler o clipping da Jervis, dei-me conta de que vários dos nossos clientes estão a desenvolver iniciativas online, que eram impensáveis há dois meses:

  • A AEP está a organizar missões empresariais virtuais à América Latina;
  • A Academia Portuguesa de Cinema propõe-se organizar os Prémios Sophia 2020 em formato online;
  • A Feira das Viagens está a equacionar um novo modelo online para a edição de 2020;
  • O Turismo da Tailândia e o Turismo do Dubai apostam em webinars e formações online em detrimento dos habituais contactos presenciais;
  • O Portugal Sou Eu prepara-se para lançar uma forte campanha online de promoção ao consumo de produtos portugueses;
  • Alguns dos nossos clientes aproveitaram o confinamento para fazerem ações de media training online;
  • Os jornalistas optam por entrevistas virtuais a figuras públicas de prestígio, o que seria impensável há dois meses atrás.

E podia continuar por aí adiante porque felizmente trabalho não nos falta…

Subitamente toda a nossa vida passou a depender exclusivamente de uma caixinha aparentemente insignificante, que não pesa mais de um quilo, mas que nos permite movimentarmo-nos no mundo, a uma velocidade estonteante. É impressionante!

Charles Babbage e Alan Turing, que inventaram o computador, ou Larry Page e Sergey Brin que lançaram o projeto que conduziria à fundação da Google, ou mais recentemente os Steve Jobs e Bill Gates desta vida , que massificaram o recurso ao mundo virtual, talvez não imaginassem a dimensão das suas “descobertas”.

Os profissionais de saúde e os cientistas que estão na linha da frente a combater esta doença maldita chamada COVID 19 são certamente uns heróis, mas estes homens que inventaram uma forma do planeta continuar a girar no contexto de um confinamento quase total, não lhes ficam atrás. Bem hajam pelo que nos deram!

 

Rosário Louro

Diretora-Geral